quarta-feira, 2 de março de 2016

BÔTANICA, REBELDIA E MODA - Margareth Mee e o frescor do mundo natural!



Sabe essas ilustrações com flores e folhagens lindas que estão suuper na moda?


                                                                                                                                                                                                       


Então, você já parou pra perguntar de onde vieram essas imagens?
Bem, eu como uma apaixonada por arte e pela natureza, notei que boa parte delas é inspirada ou até mesmo reproduzida de antigos livros de botânica. Edições que são verdadeiras obras de arte!
As ilustrações botânicas eram feitas técnica e caprichosamente à mão, e eram de fundamental importância na descrição de novas espécies





Na época não eram vistas como algo decorativo ou como uma informação de moda, mas agora podemos vê-las em toda parte.

Pelas mãos de artistas gráficos, aparecem misturadas com pássaros, borboletas, caveiras, bikes, carros antigos e etc.









Estampam camisetas, papéis de parede, caixas organizadoras entre outros objetos de decoração, design e moda.

Trazem o frescor do mundo natural para nosso mundo, nossa casa, nossas roupas, para os nossos olhos.






Dentre esses artistas botânicos, eu gostaria de destacar a inglesa Margareth Mee (1909 -1988).

Uma mulher e tanto!





Desde muito cedo se mostrou ser uma pessoa com espirito rebelde e nada convencional. Assim no final dos anos 20, foi embora de sua cidade natal para viver em Londres.

O seu comportamento numa sociedade onde as mulheres deveriam permanecer em silêncio sobre muitos assuntos, se mostrava bem irreverente.
Nos anos 30 se envolveu mais profundamente na política e dedicou-se a causas sociais como a luta contra a pobreza, a gerra civil espanhola e o movimento fascista na Inglaterra.
Viveu no Brasil e durante trinta anos, se dedicou a viajar (na maior parte do tempo SOZINHAAA) pela Amazônia realizando expedições onde coletou e pintou muitas espécies da flora tropical, enfrentando inúmeras dificuldades como surtos de malária e hepatite, cheias, acidentes e o inevitável cansaço...


 Apesar de não ser uma botânica profissional, Margareth Mee tinha um vasto conhecimento de plantas, combinando a expressão artística com a natureza e a ciência.
Por suas pinturas, temos acesso a um vasto e completo guia de espécies raras e até extintas. Retratava a natureza como um todo, apaixonada pela Amazônia e preocupada com seu futuro.










“Sei que a minha morte não significará o fim do meu trabalho. Onde quer que esteja, tentarei influenciar aqueles que estão a destruir o planeta para que dêem à natureza uma hipótese de sobreviver”
Margaret Mee, no Brasil, 1988





Gostou de conhecer a um pouco sobre a origem dessas imagens maravilhosas? Espero que sim, eu adorei falar sobre o assunto e ainda mais sobre uma mulher talentosa e inspiradora!
Obrigada e até a próxima.


Fabi.




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