quarta-feira, 23 de março de 2016

PESSACH, PÁSCOA, COELHOS E OVOS !

Fazia tempo que eu não pensava no Coelhinho da Páscoa, mas com uma criança de 4 anos em casa ele está mais presente do que nunca.

Mas de fato de onde ele vem ?? 

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes. 
A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas tem um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Jesus (que supostamente aconteceu na Pessach) e de que a Páscoa Judaica é considerada prefiguração, pois em ambos os casos se celebra uma “libertação do povo de Deus”, a sua passagem da escravidão (do Egito/do pecado) para a liberdade.
Tá bom !! Tudo isso a gente já leu em algum lugar ...
Mas e os ovos e coelhos e 
como isso se tornou lenda infantil ??
Pra descobrir tive que consultar a Idade Média e lembrar dos povos pagãos que homenageavam Ostera ou Esther (daí Easter = Páscoa) na chegada da Primavera.

A Deusa da Primavera, Ostera era representada pelos símbolos da fertilidade e renovação - Coelhos e Ovos. 
Como tradição, os ovos de aves eram pintados e oferecidos para desejar terra fértil e próspera na próxima estação. Trata-se do mito da criação cíclica.
Com o passar do tempo eles acabaram sendo substituídos pelos ovos de chocolate.
Ok, mas coelhos não colocam ovos, isto é fato! 

Aí são muitas versões ....
Eles eram os primeiros animais a saírem de suas tocas depois do inverno. Assim, ovos coloridos eram escondidos para que as crianças encontrassem quando fossem procurar pelos coelhos.
Há também quem diga que a tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. 
Assim, espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. 
A mais pura verdade, alguém duvida?

Feliz Páscoa !
Beijos e Até Breve.


quarta-feira, 16 de março de 2016

Por que estamos apaixonados por vintage?

Já parou pra pensar por que será que estamos tão apaixonados por produtos e embalagens nessa onda vintage e retrô?

Pensei um pouco e acho que um dos motivos poderia ser porque estamos cansados das mentiras na publicidade.
Os anúncios não vendem apenas um produto, eles vendem ilusões. 
Podemos citar alguns exemplos. Ao invês de vender um simples pacote de café, passaram a nos vender "felicidade" ao invés de margarina "uma família" ao invés de carro "virilidade" ao invés de fraldas "noites de sono" hahahahahaha, com um bebezinho recém nascido hahahahahahaha, ao invés de cerveja "polularidade"... e por aí vai.

Ah, tem mais essa: ao invés de uma "conta bancária" um amigo, hahahahahahahaha um banco amigo, hahahahahahahaha.

Entre outras coisas que "compramos" e que nunca nos entregaram...

Depois querem que a gente não enlouqueça, ou melhor querem sim, quanto mais loucos estivermos, mais compraremos creme pro rosto achando que estamos levando a "juventude eterna".

Nessa viagem que foi minha mente, eu acredito que estamos tão simpatizados com as embalagens e produtos vintage pois trazem um pouco de uma atmosfera mais inocente, onde a publicidade ainda não se fazia tão selvagem.

Talvez seja por que as latinhas de biscoitos vintage, tragam apenas biscoitos. 
Uma lata de biscoitos com imagens de biscoitos e só, claro, tudo no capricho, bem desenhado, cores bacanas, mas apenas biscoitos. 
Uma atraente caixa de biscoitos, com lindos biscoitos desenhados e com biscoitos dentro!!! 
Um oásis de honestidade e aconchego. 
Apenas biscoitos, 
de chocolate...
de nata...
de aveia...

O que nos encanta é a inocência do vintage.

Concorda? 
É um ponto de vista né?

Beijos e até a próxima ;)
Fabi.




quarta-feira, 2 de março de 2016

BÔTANICA, REBELDIA E MODA - Margareth Mee e o frescor do mundo natural!



Sabe essas ilustrações com flores e folhagens lindas que estão suuper na moda?


                                                                                                                                                                                                       


Então, você já parou pra perguntar de onde vieram essas imagens?
Bem, eu como uma apaixonada por arte e pela natureza, notei que boa parte delas é inspirada ou até mesmo reproduzida de antigos livros de botânica. Edições que são verdadeiras obras de arte!
As ilustrações botânicas eram feitas técnica e caprichosamente à mão, e eram de fundamental importância na descrição de novas espécies





Na época não eram vistas como algo decorativo ou como uma informação de moda, mas agora podemos vê-las em toda parte.

Pelas mãos de artistas gráficos, aparecem misturadas com pássaros, borboletas, caveiras, bikes, carros antigos e etc.









Estampam camisetas, papéis de parede, caixas organizadoras entre outros objetos de decoração, design e moda.

Trazem o frescor do mundo natural para nosso mundo, nossa casa, nossas roupas, para os nossos olhos.






Dentre esses artistas botânicos, eu gostaria de destacar a inglesa Margareth Mee (1909 -1988).

Uma mulher e tanto!





Desde muito cedo se mostrou ser uma pessoa com espirito rebelde e nada convencional. Assim no final dos anos 20, foi embora de sua cidade natal para viver em Londres.

O seu comportamento numa sociedade onde as mulheres deveriam permanecer em silêncio sobre muitos assuntos, se mostrava bem irreverente.
Nos anos 30 se envolveu mais profundamente na política e dedicou-se a causas sociais como a luta contra a pobreza, a gerra civil espanhola e o movimento fascista na Inglaterra.
Viveu no Brasil e durante trinta anos, se dedicou a viajar (na maior parte do tempo SOZINHAAA) pela Amazônia realizando expedições onde coletou e pintou muitas espécies da flora tropical, enfrentando inúmeras dificuldades como surtos de malária e hepatite, cheias, acidentes e o inevitável cansaço...


 Apesar de não ser uma botânica profissional, Margareth Mee tinha um vasto conhecimento de plantas, combinando a expressão artística com a natureza e a ciência.
Por suas pinturas, temos acesso a um vasto e completo guia de espécies raras e até extintas. Retratava a natureza como um todo, apaixonada pela Amazônia e preocupada com seu futuro.










“Sei que a minha morte não significará o fim do meu trabalho. Onde quer que esteja, tentarei influenciar aqueles que estão a destruir o planeta para que dêem à natureza uma hipótese de sobreviver”
Margaret Mee, no Brasil, 1988





Gostou de conhecer a um pouco sobre a origem dessas imagens maravilhosas? Espero que sim, eu adorei falar sobre o assunto e ainda mais sobre uma mulher talentosa e inspiradora!
Obrigada e até a próxima.


Fabi.